Rodadas de negócios para alimentos e bebidas
Pequena indústria de alimentos e bebidas costuma ter um produto que vende bem onde é conhecido e não consegue sair da região. A cervejaria artesanal domina os bares da cidade, a fábrica de biscoitos abastece os mercados do bairro, a marca de molhos vende na feira e no site. Para crescer, precisa de distribuidor, de espaço na gôndola de outras redes e de clientes de food service, e cada uma dessas portas costuma estar fechada para quem não tem indicação.
Uma rodada de negócios online abre conversas com quem compra, em reuniões curtas por videochamada, com empresas de qualquer cidade do Brasil. O matchmaking B2B usa o que cada empresa declara que oferece e procura para sugerir as conversas com mais afinidade. Em vez de esperar a próxima feira do setor, a sua marca fala com compradores no meio do mês, sem estande e sem viagem.
Como é a rodada
- Formato
- Online, por videochamada
- Com quem
- Clientes, fornecedores e parceiros
- Conversas
- Curtas, sugeridas por afinidade
- Primeira rodada
- Por nossa conta, com CNPJ ativo
Quem compra do setor
O primeiro comprador de uma indústria de alimentos pequena é o distribuidor. Ele tem a carteira de pontos de venda, o caminhão e a relação com o comprador do mercado. Um bom distribuidor regional leva o produto a cidades que a fábrica nunca alcançaria sozinha. Ele avalia giro, margem, validade, embalagem de transporte e se a marca vai ajudar a vender com material de ponto de venda e degustação.
O segundo grupo é o varejo: supermercados regionais, redes de conveniência, empórios, lojas de produtos naturais e lojas online especializadas. O terceiro é o food service, formado por restaurantes, hotéis, padarias, cozinhas industriais e empresas de refeição coletiva, que compram em volume, em embalagem própria e com entrega regular.
Há ainda quem compra para revender com outra marca. Redes de varejo e empresas de alimentação procuram fabricantes para produzir marca própria, o que pode ocupar capacidade ociosa com pedido programado.
De quem o setor compra
A indústria de alimentos e bebidas compra matéria-prima agrícola, ingredientes, aditivos, embalagens primárias e secundárias, rótulos, equipamentos, manutenção, transporte refrigerado, análises laboratoriais e consultoria em boas práticas de fabricação e rotulagem. Trocar um fornecedor de embalagem ou de ingrediente pode mudar a margem do produto inteiro.
Ao declarar também o que procura na inscrição, sua empresa pode encontrar um produtor rural que venda direto, uma gráfica de rótulos com lote pequeno ou uma transportadora com câmara fria na rota certa. Antes de fechar com alguém novo, a consulta CNPJ mostra a situação cadastral e a atividade da empresa.
O que as empresas do setor buscam numa rodada
- Encontrar distribuidores em regiões onde a marca ainda não chega.
- Abrir conversa com compradores de supermercados regionais e empórios.
- Conquistar clientes de food service com entrega regular.
- Oferecer produção de marca própria para ocupar capacidade ociosa.
- Conhecer fornecedores de embalagem, rótulo e ingredientes.
Como se apresentar numa conversa curta
Comprador de alimentos quer saber se o produto gira. Diga o que você fabrica, em que embalagem, com que validade e onde já vende. Se tiver dado próprio de giro ou de recompra, use, deixando claro de onde vem. Se não tiver, conte como o produto é recebido onde já está: o mercado que repõe toda semana, o restaurante que tirou outro item do cardápio para colocar o seu.
Fale também do que você oferece ao canal além do produto: prazo de pagamento, material de ponto de venda, degustação, apoio do representante, pedido mínimo acessível. Distribuidor compra parceria, não só item. Para organizar tudo isso numa fala curta, use o pitch para empresa de alimentos e bebidas.
Deixe claros os registros e licenças que o seu produto tem, porque isso define onde ele pode ser vendido. E tenha amostra pronta para enviar a quem marcar interesse: em alimentos, a decisão quase sempre passa pela prova.
Erros comuns
- Falar só do sabor e da receita, sem informar validade, embalagem e onde já vende.
- Não saber o preço de venda ao distribuidor nem a margem que ele terá.
- Exigir pedido mínimo alto de um comprador que ainda quer testar o produto.
- Esquecer de mencionar os registros e licenças que definem onde o produto pode ser vendido.
- Encerrar a conversa sem combinar envio de amostra.
Perguntas frequentes
Como mostrar um alimento numa reunião online?
A reunião serve para despertar o interesse e qualificar o comprador. Mostre a embalagem na câmera, conte onde o produto já vende e combine o envio de amostra com quem marcar interesse. O contato só é trocado quando os dois lados querem continuar.
Vou conversar com distribuidores de outros estados?
As rodadas são abertas a empresas de todo o Brasil, mas não há garantia de setor nem de cidade. Se você declarar que procura distribuidores numa região, isso orienta as sugestões de conversa. Entenda o método em como funciona uma rodada de negócios.
Quanto custa participar?
A primeira rodada é cortesia da plataforma, com o CNPJ ativo, uma vez por CNPJ. Depois há planos pagos. Para comparar com o custo de levar a marca a uma feira, use a calculadora de custo por reunião.
Encontre clientes e fornecedores de alimentos e bebidas numa rodada online
Reuniões curtas por videochamada com empresas escolhidas pela afinidade. A primeira rodada da sua empresa é por nossa conta, só com o CNPJ.